Natural de Coimbra, José Andrade em criança já desenhava logotipos sem ainda conhecer este nome. Aos 27 anos interrompeu a pós-graduação em Arte e Património e parou de adiar o que sempre quis fazer. Escolheu o curso de Design Gráfico para aprender as ferramentas. Valoriza a humanização da formação com a partilha e entreajuda presencial entre colegas e professores. O certificado validou o seu talento, mas foi o portfólio construído e o “boca a boca” que lançou a sua marca em nome próprio.
“Atualizar as minhas competências e obter uma certificação do meu talento.”
O que sentias que te faltava profissionalmente antes de fazer o curso?
Faltavam-me ferramentas para prosseguir o objetivo profissional que sempre desejei para mim: o Design Gráfico. Para isso, precisava de adquirir meios e técnicas práticas para facilitar o meu trabalho. Queria estar atualizado sobre programas e canais preferenciais de um designer profissional. Obter o “selo de qualidade” que um certificado confere também era um elemento que valorizei para validar o meu talento.
O que te levou a escolher a LSD?
O sentimento de pertença numa comunidade em que todos nos inserimos. Escolhi a LSD entre várias escolas que vi. Foi a escolha certa, porque foi mais do que útil, foi essencial para atualizar as minhas competências e obter uma certificação do meu talento.
“Fazer esta formação com profissionais presentes promoveu a humanização da tecnologia ao dispor.”

Que competências ou ferramentas adquiriste que fizeram mais diferença para ti?
A introdução detalhada aos programas da Adobe foi fundamental. O design que fazia anteriormente era amador, era na base do improviso. Aprender os programas e ter alguém ao lado a ajudar-me foi essencial. Fazer esta formação com profissionais que esclarecem todas as dúvidas e estão presentes a cada instante promoveu a humanização da tecnologia que temos ao dispor.
“O design só avança se for feito em conjunto.”
Qual a mais valia de fazeres este curso numa escola, inserido numa turma?
É a humanização da aprendizagem. Valorizo muito a presença e o acompanhamento de um professor e colegas. Juntos formamos uma equipa. É evidente que podemos aprender em casa com tutoriais, vídeos e a Internet pode ser suficiente, mas falta a parte humana.
Em 2021, quando fiz o curso de Design Gráfico, a AI ainda não tinha o poder que tem hoje, mas mesmo assim eu já notava que da forma como o design se nos apresenta era importante ter alguém ao meu lado para ensinar e humanizar a aprendizagem.
É essencial partilhar os nossos gostos, as nossas sugestões, ouvir as críticas que podem ser proveitosas para evoluirmos, com colegas e professores.
Aprender através de um computador é isolarmo-nos da ideia que pertencemos a uma comunidade. O design só avança se for feito em conjunto.
“Hoje consigo fazer quase tudo! Antes de dominar as ferramentas criava numa lógica de ‘desenrascanço’.”


Quais as novas oportunidades, projetos ou responsabilidades que o curso te trouxe?
No final do curso foi um misto de perguntas: “E agora o que é que eu faço?” “Como é que vou usar tudo o que aprendi?” “Como é que vou ter as oportunidades?” É verdade que obter o certificado permite que as oportunidades apareçam mais facilmente.
No meu caso, não foi propriamente o certificado que me abriu portas. O mais importante é o “boca a boca” com o portfolio de trabalhos que mostra quem sou e o que faço.
Cerca de um ano depois de terminar o curso na LSD, consegui um trabalho de peso que inclui de tudo um pouco: logotipo, identidade visual, cartaz, editorial, publicidade… Sublinho que foi um enorme desafio que eu mesmo procurei.
É evidente que sem a formação e sem o certificado não sentiria a credibilidade para ser designer gráfico, mesmo podendo ser bom.
“É o ‘boca a boca’ com o portfólio de trabalhos que mostra quem sou e o que faço.”
Como foi a criação da tua marca pessoal zeaugusto?
A não facilidade em encontrar trabalho fez-me procurar caminhos. Só criei a minha marca pessoal zeagusto depois de fazer algumas coisas, por duas razões: queria solidificar-me como profissional de design gráfico e sustentar o que faço com um nome e uma marca que é o meu nome próprio. Foi a minha escolha. Não tem de ser a escolha de todos. Cada um encontra o seu caminho. É o lema da LSD. É difícil, exige trabalho, persistência, mas quando gostamos do que fazemos, fica mais fácil.
“É possível chegar ao nosso sonho de várias formas, mas nada se compara à formação especializada.”
O que consegues fazer hoje que antes não conseguias?
Hoje consigo fazer quase tudo em design gráfico! Antes de dominar as ferramentas aprendidas no curso, criava numa lógica de “desenrascanço”. Hoje consigo fazer da forma correcta, de forma mais fácil e intuitiva.
Pus a turma a rir quando contei que produzia design através do PowerPoint! Era o meio que conhecia, mas foi o que me permitiu criar uma revista de 200 páginas muito variadas e desafiantes. Foi nesse momento que percebi que podia fazer design gráfico. Aquele projeto editorial foi motor. Porque nada se assemelha aos programas específicos que a LSD me deu a conhecer e permitiu dominar.

O que dirias a alguém que está a pensar fazer o curso de Design Gráfico na LSD?
Avancem! Não percam tempo, nem adiem o vosso sonho. Foi o que aconteceu comigo: hesitei, arrependo-me por isso, mas cheguei lá, mais tarde, mas cheguei. Porque foi o que sempre quis fazer.
É possível chegar ao nosso sonho de várias formas, mas nada se compara à formação especializada. Lembro-me em criança já brincar a desenhar logotipos, só não sabia o nome.
Podemos fazer este caminho sozinhos, mas nada melhor do que fazê-lo com profissionais, numa escola, com uma turma, para partilhar experiências e criar comunidade.
“Avancem! Não percam tempo, nem adiem o vosso sonho.”
Resume a tua transformação numa frase — como chegaste e como saíste?
Cheguei ansioso e expectante, mas depois da maratona longa e árdua saí satisfeito e confiante para fazer aquilo que sempre quis fazer.
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